Reviravolta: Celular será periciado para esclarecer morte de criança que caiu em rio

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O delegado responsável pelo inquérito que apura as circunstâncias da morte de um menino de 9 anos, cujo corpo foi resgatado em um rio em Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, na noite de segunda-feira (8), informou que o celular encontrado com o amigo que estava com ele passará por perícia para esclarecer se, em algum momento, foi instalado o jogo “Pokémon Go”.

As informações preliminares repassadas pela Brigada Militar apontavam que Artur Bobsin tinha saído de casa acompanhando de um amigo da mesma idade para capturar pokémons. Segundo a BM, essa era a versão da criança que sobreviveu.

No entanto, quando o amigo foi ouvido na delegacia, nesta terça (9), negou que ele e a vítima estivessem jogando “Pokémon Go” no momento do acidente. Disse, no entanto, que faziam outras brincadeiras.

O delegado Antonio Ractz, responsável pela investigação, informou que o celular encontrado com a criança que sobreviveu será periciado para determinar se, em algum momento, o aplicativo foi instalado.

Ainda conforme a polícia, o celular só chegou às mãos da investigação na manhã desta terça, apesar do fato ter ocorrido na tarde de segunda. Conforme o delegado, a primeira página que aparecia na tela do aparelho era a de instalação do jogo na loja de aplicativos.

Uma professora da escola onde os dois estudam afirmou nesta terça informalmente ao delegado que ouviu as crianças dizerem que iriam até a praia para capturar pokémons. O mesmo relato foi repetido por vizinhos. Ractz, no entanto, ainda não colheu formalmente o depoimento dessas pessoas.

Conforme o relato da Brigada Militar repassado para a Delegacia de Pronto Atendimento de Tramandaí, as crianças teriam ido até um terreno onde estava um barco de fibra utilizado por pescadores da região, e acabaram caindo na água. O corpo de Artur foi localizado durante a noite por mergulhadores da Transpetro.

Barco de fibra que teria sido usado pelas crianças em Imbé (Foto: Juliano Posada Chimenes/RBS TV)
Barco de fibra que teria sido usado pelas crianças em Imbé (Foto: Juliano Posada Chimenes/RBS TV)

Fonte: G1

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