Saiba a história por trás da foto dos Militares Revistando Crianças no Rio de Janeiro

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Após o Governo Federal, decretar Intervenção Federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro, uma foto ganhou força na internet principalmente nas redes sociais Facebook e grupos de Whatsapp. Com a intervenção as Forças Armadas assumiram a responsabilidade do comando das Polícias Civil e Militar no estado e estão atuando diuturnamente na cidade maravilhosa para restabelecer a paz.

Origem da foto na qual militares revistam crianças Reprodução/Acervo Jornal O Globo
Origem da foto na qual militares revistam crianças
Reprodução/Acervo Jornal O Globo

A imagem, que ganhou força durante esta semana, mostra militares fortemente armados revistando crianças pequenas que vestem uniforme escolar. Junto a ela a seguinte legenda: “Isso não pode ser real, é surreal. A pior imagem que você vai ver hoje. O exército brasileiro humilhando crianças.” Em apenas um perfil no Facebook, já são quase 54 mil compartilhamentos e mais de 17 mil comentários em poucos dias.

A foto, no entanto, é de 1994. De autoria da fotógrafa Márcia Foletto e inclusive foi capa do jornal O Globo em 23 de novembro daquele ano. As crianças foram fotografadas em uma das entradas da favela Santa Marta, em Botafogo e chegaram a dar entrevistas ao jornal.

Origem da foto na qual militares revistam crianças Reprodução/Acervo Jornal O Globo
Origem da foto na qual militares revistam crianças
Reprodução/Acervo Jornal O Globo

A legenda original da foto dizia o seguinte: “Soldados revistam escolares num dos acessos ao Dona Marta para descobrir se alguns deles estão sendo enganados e usados para transportar drogas”. Na ocasião, o comandante da operação, general Câmara Senna, afirmou que era impossível evitar um ou outro excesso. “Não somos um batalhão de assistentes sociais”, disse.

No dia seguinte à publicação da foto, O Globo fez uma reportagem com alguns dos meninos identificados na imagem. Iuri Edmar de Souza da Silva, então com 9 anos e aluno da 1ª série do Ensino Fundamental, disse que estava ajudando a avó a vender cachorros-quentes e que já havia sido revistado por militares. “Não acho certo. Nem me disseram porque estavam mexendo nas minhas coisas. Pior é que, se voltarem, vão fazer tudo de novo”.

Carlos Alexandre Oliveira Fernandes, então com 11 anos, disse que já havia sido revistado – não pelo Exército, mas pela Polícia Militar. “Melhor ser revistado pelo Exército que pela PM. Os policiais dão cascudo na gente”, contou o menino.

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