Saiba como o município de Canutama no Amazonas participou da Segunda Guerra Mundial

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Primitivamente denominado Colônia de Bela Vista, o povoado é fundado por Manuel Urbano da Encarnação. No ano de 1879, a Lei Provincial nº 436, transforma o povoado em freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré. Em 1891, o povoado é elevado à categoria de vila, com o nome de Nossa Senhora de Nazaré de Bela Vista. Em 1896, seu território é desmembrado do município de Lábrea e é criado o atual município de Canutama.

O povoamento e desenvolvimento do município de Canutama confunde-se com o início das explorações e expedições no rio Purus. Este, um dos grandes afluentes do rio Amazonas, começou a ser explorado no início da segunda metade do século XIX, tendo como pioneiros alguns coletores de drogas do sertão, muitos deles nordestinos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o município contribuiu com homens, os quais se integraram ao exército brasileiro e aos aliados para salvar o mundo livre durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, muitos dos moradores do município são descendentes de”veteranos”.

De acordo com alguns veteranos, o “contingente canutamense” partiu em um navio-motor (alguns dizem ter sido o navio “Jota Leite”) e chegou a Manaus. Já na capital, eles teriam passado por treinamentos e adestramentos, como tiro ao alvo e outras técnicas. Como a guerra já se aproximava do fim, quando partiram, o mais próximo que chegaram do “olho” do conflito mundial foi até à Guiana Francesa, para de lá embarcarem em navios e atravessarem até a África. O que, de fato, não ocorreu

Por do sol em Canutama / Foto : Instituto de Estudos Brasileiros / Divulgação
Por do sol em Canutama / Foto : Instituto de Estudos Brasileiros / Divulgação

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