Saiba tudo sobre o Festival Folclórico de Parintins

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O Brasil √© riqu√≠ssimo em pontos tur√≠sticos em toda sua extens√£o territorial e, em muitos desses locais, s√£o apresentados eventos que cada vez mais cativam o gosto e a alegria dos turistas. Uma das localidades inclu√≠das nessa rela√ß√£o √© Parintins, no Amazonas, situada √† margem direita do Rio Amazonas, no cora√ß√£o da Floresta Amaz√īnica.

Cidade de Parintins - A Ilha Tupinambarana
Cidade de Parintins – A Ilha Tupinambarana

√Č sabido que o Estado √© o grande zelador do patrim√īnio cultural, sendo o festival folcl√≥rico de Parintins hoje reconhecido como a maior festa popular e cultural do Estado do Amazonas.

‚ÄúA festa do Boi-bumb√° √© uma grande √≥pera amaz√īnica, com representa√ß√Ķes dram√°ticas montadas e realizadas em pleno Bumb√≥dromo, com in√≠cio, meio e fim. Verdadeiras pe√ßas de teatro sobre temas ligados √† cultura da regi√£o amaz√īnica s√£o apresentadas ao ar livre. As lendas, os mitos e os fatos da historia s√£o recriados e exibidos de maneira espetacular, entre fogos e surpreendentes efeitos visuais‚ÄĚ.

Paulo José Cunha

HIST√ďRIA DE PARINTINS


A cidade de Parintins, situada no Estado do Amazonas, com 7.069 Km² de superfície, banhada pelos rios Paraná do Limão, Aninga, Redondo, Francesa, Parapanema e Lago do Maracurany, limita-se ao norte com o Município de Nhamundá, ao sul com o município de Barreirinha, a Oeste com o município de Urucurituba e ao leste com o Estado do Pará, tendo sido descoberta em 1.542 pela expedição do conquistador espanhol Francisco Orellana, que a denominou de Província de Las Picotas.

Na divisão do território da cidade de Parintins, pelo rio Amazonas, fazem parte da margem direita os rios Andirá, Uaicurapá, Mamuru, Juruty, Parananema, Mariacuam e Mariacuanzinho; os Lagos Uaicurapá, Mumuru, Tracajá, Máximo, Zé-Miri, Zé-Açu, Limão, Muiratinga, Aninga, Jacaré, Miriti, Macurany, Parananema e Francesa; os Igarapés Xibuí, Boto e Parintins; e rios Paranás do Ramos, do Limão, de Parintins e do Limãozinho

No entanto, somente no s√©culo XVIII, ap√≥s forte ataque dos portugueses aos √≠ndios tupinamb√°s (homem viril), que os obrigou a fugirem desarticulados pelo rio Amazonas, Parintins ganhou relev√Ęncia, j√° que passou, ent√£o, a ser ponto de passagem das v√°rias etnias que buscavam esta regi√£o da Amaz√īnia.

Assim, em 1796, o capitão de milícias José Pedro Cordovil, no comando de seus escravos e agregados, desenvolveu na ilha a pesca do pirarucu, plantio de mandioca, tabaco e cacau, denominando a ilha de Tupinambarana.

Em 1803, o Conde dos Arcos, capit√£o-mor do Par√°, elevou a fazenda √† categoria de Miss√£o com o nome de Vila da Rainha, nomeando o Frei Jos√© das Chagas para dirigi-la. Devido ao grande surto de progresso na ilha, em 1833 ela passou a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Depois de 15 anos, uma Lei Provincial do Par√° desmembrava-a de Mau√©s e a ilha ganhava a categoria de vila ‚Äď a Vila Bela da Imperatriz. No Natal de 1880, a sede do munic√≠pio recebeu foros de cidade e passou a chamar-se Parintins. O nome da cidade foi escolhido mediante decis√£o da C√Ęmara. Provincial do Amazonas, com a finalidade de prestar uma homenagem aos seus mais antigos habitantes, os √≠ndios Parintintins, tribo guerreira do tronco Tupi, origin√°ria do rio Madeira, mas que passou pela ilha deixando sua marca, ao guerrear com as tribos do lugar. Um ano depois, a freguesia do Andir√° foi desmembrada de seu territ√≥rio para construir o munic√≠pio de Barreirinha.

O clima da cidade de Parintins √© tropical chuvoso e √ļmido, com temperatura m√°xima de 35,5¬į C, m√≠nima de 22,4¬į C e m√©dia 26,3¬į C.
O clima da cidade de Parintins √© tropical chuvoso e √ļmido, com temperatura m√°xima de 35,5¬į C, m√≠nima de 22,4¬į C e m√©dia 26,3¬į C.
A dist√Ęncia entre Parintins e Manaus √© de aproximadamente 370 Km por via a√©rea, enquanto o percurso realizado por meio fluvial, tem a dist√Ęncia de 420 Km. Para chegar √† Parintins, podem ser utilizados dois meios de transporte: fluvial ou a√©reo.
A dist√Ęncia entre Parintins e Manaus √© de aproximadamente 370 Km por via a√©rea, enquanto o percurso realizado por meio fluvial, tem a dist√Ęncia de 420 Km. Para chegar √† Parintins, podem ser utilizados dois meios de transporte: fluvial ou a√©reo.

MANIFESTA√á√ēES CULTURAIS DE PARINTINS

 


Em Parintins há um conjunto de festas que marcam o calendário anual da cidade, e uma parte significativa é destinada à comemoração de santos. Dentre essas festas mantem-se a tradição das pastorinhas que saem às ruas no mês de dezembro. As festas principais, no entanto, são o Festival do Boi-Bumbá e a festa em louvor a Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins, que se realiza de 6 a 16 de julho.

A ORIGEM DO FESTIVAL DE PARINTINS


O folclore de Parintins iniciou-se, certamente, com os primeiros habitantes da ilha, são eles: maués, sapopés, mundurucus, parintintins, pataruanas, paraueris, paravianas, tupinambás, tupinambaranas e uaipixanas.

As principais festas eram as dan√ßas da tucandeira ou tocandira, dos Mau√©s e Munduruc√ļs. Os mau√©s celebravam como festa nupcial e os munduruc√ļs, como sinal de¬†emancipa√ß√£o e robustecimento de provas. Os Munduruc√ļs tamb√©m tinham a Festa da Vit√≥ria, onde exibiam a cabe√ßa do inimigo enfeitada de plumas e pl√ļmulas. √Č sabido que o folclore ind√≠gena decantava a natureza e tudo que ela criou: os p√°ssaros, os animais, as √°rvores, as plantas medicinais, as ervas arom√°ticas e a imagina√ß√£o criou os monstros das florestas e das √°guas, tais quais: jurupari, juma, mapinguari, curupira, yara, ac√£uera-de-fogo, cobra-grande, tapirayauara, boto e tantos outros seres misteriosos e encantados.

Boi-Bumb√°
Boi-Bumb√°

No Folclore de Parintins s√£o encontrados elementos hist√≥ricos relatados pela historiografia amaz√īnica e pelas tradi√ß√Ķes do lugar, onde se incluem as lendas, mitos, crendices e can√ß√Ķes dos √≠ndios, al√©m de outras tradi√ß√Ķes populares dos portugueses e africanos, reunidas na sabedoria popular h√° mais de tr√™s s√©culos. Nesses termos, √© interessante observar que o folclore se refere a um contexto amaz√īnico e √© resultado da criatividade dos parintinenses, agindo de modo criativo na hist√≥ria e tradi√ß√£o popular para exteriorizar uma sabedoria que se expressa de v√°rias formas, entre os quais pelo Boi-Bumb√°.

O Boi-Bumb√° √© uma manifesta√ß√£o folcl√≥rica do Maranh√£o, trazida para a Amaz√īnia pelas primeiras levas de migrantes oriundos daquele estado, povoadores brancos da regi√£o do extremo norte.

O ALTO DO BOI


A Festa do Boi √© a encena√ß√£o da lenda do Boi-bumb√°. A hist√≥ ria √© a seguinte: gr√°vida, M√£e Catirina deseja comer a l√≠ngua do boi mais bonito da fazenda onde vive, o que leva seu marido, o pe√£o Pai Francisco, a matar o animal de estima√ß√£o de seu patr√£o. O homem √© descoberto e preso. Para salvar o boi, o amo manda chamar um m√©dico e um padre, que acabam conseguindo ressuscitar o animal. Pai Francisco √© perdoado e todos iniciam uma grande festa. Trazido do Maranh√£o, o espet√°culo de Parintins ganhou algumas adapta√ß√Ķes: o m√©dico virou um paj√©, a presen√ßa do negro foi substitu√≠da pela do √≠ndio e a pris√£o do matador s√≥ √© conseguida com a ajuda de uma tribo ind√≠gena.

Festival Folclórico de Parintins
Festival Folclórico de Parintins

HIST√ďRICO DOS BUMB√ĀS


A hist√≥ria registra a exist√™ncia de outros bois bumb√°s anteriores aos atuais bois Garantido e Caprichoso. Entre 1910 e 1912, surgiu o boi Diamantino do piauiense Ramalhete. Em 1913, surge o Boi Caprichoso, que inicialmente chamava-se Galante, trazido de Manaus por Em√≠dio Vieira e, em 1915, o boi Fita Verde do Aninga, de Iz√≠dio Passarinho, e, em 1913, o Boi Garantido, criado pelo poeta popular e folclorista Lindolfo Monteverde. Nas d√©cadas de 30 a 60, os bumb√°s, os cord√Ķes de p√°ssaros e de peixes, as pastorinhas, dan√ßavam nas resid√™ncias ou √† frente delas e andavam pelas ruas alegrando o povo, que os acompanhava. Ainda existem muitas controv√©rsias em rela√ß√£o a cria√ß√£o dos bumb√°s em decorr√™ncia da rivalidade que sustenta a festa dos parintinenses.

Festival Folclórico de Parintins
Festival Folclórico de Parintins

O Festival Folcl√≥rico foi criado em 1966 e com ele a popula√ß√£o passou a organizar uma modalidade de disputa para disciplinar o confronto entre os dois bois, o Garantido e o Caprichoso. O evento foi organizado por um grupo de jovens ligado √† igreja a Juventude Alegre Cat√≥lica (JAC). Segundo Raimundo Muniz, uns dos mentores do festival,¬† o¬† grupo¬† organizou¬† a¬† competi√ß√£o¬† porque¬† a¬† popula√ß√£o¬† j√°¬† n√£o¬† conseguia¬† mais conviver com a viol√™ncia, desencadeada toda vez que os brincantes se encontravam nas ruas. Outra vers√£o afirma que a motiva√ß√£o foi financeira. Supostamente, a associa√ß√£o teria criado o festival com a finalidade de arrecadar recursos para as promo√ß√Ķes da igreja.

O ESPET√ĀCULO


A competi√ß√£o entre os bois tradicionalmente ocorria durante os dias 28, 29 e 30 de junho, no entanto, a partir deste ano, ocorrer√° durante o √ļltimo final de semana ¬†do m√™s de junho, com o objetivo de propiciar, com isso, maior fluxo de turistas, pois foi constatado que, quando coincidia de o Festival ocorrer nos mencionados dias, o fluxo de visitantes aumentava.

A prepara√ß√£o come√ßa ap√≥s o carnaval e se estende at√© os dias em que se realizam as apresenta√ß√Ķes dos bumb√°s. O per√≠odo de maior investimento na prepara√ß√£o vai de abril at√© meados do m√™s de junho. Trata-se de um tempo marcado por diferentes a√ß√Ķes:¬†negocia√ß√£o de recursos, contrata√ß√£o de artistas, realiza√ß√£o de festas, ensaios, treinamentos e a produ√ß√£o art√≠stica. Todo esfor√ßo √© feito para antecipar os m√≠nimos detalhes, de modo que no festival a aten√ß√£o esteja fixada apenas nos acabamentos.

 

Festival Folclórico de Parintins - Vista aérea do Bumbódromo
Festival Folclórico de Parintins РVista aérea do Bumbódromo
Festival Folclórico de Parintins
Festival Folclórico de Parintins

No per√≠odo do Festival a cidade √© organizada para receber os visitantes, os bois realizam os √ļltimos ensaios e as festas de recep√ß√£o aos turistas; t√™m-se ainda as apresenta√ß√Ķes dos dois protagonistas da festa.

A produ√ß√£o art√≠stica de cada bumb√° √© guardada a sete chaves. Por isso, a partir do momento que se inicia a elabora√ß√£o do material a ser apresentado no Festival, o acesso aos locais de trabalho dos artistas √© de controle absoluto. O rigor na entrada de pessoas √© tamanho que esses locais s√£o completamente fechados e guardados por seguran√ßas e vigilantes. Aos artistas e demais trabalhadores, que t√™m contato com o material produzido, recaem desconfian√ßas sobre a possibilidade de revelarem ao advers√°rio as novidades e o esquema das apresenta√ß√Ķ es. Por isso, eles tamb√©m s√£o vigiados. Os artistas n√£o podem ter contato com pessoas do boi advers√°rio e quando o fazem, o fato imediatamente chega ao conhecimento da diretoria.

Festival Folclórico de Parintins - Vista aérea do Bumbódromo
Festival Folclórico de Parintins РVista aérea do Bumbódromo

BOI BUMB√Ā CAPRICHOSO


Boi Bumb√° Caprichoso
Boi Bumb√° Caprichoso

O Boi Caprichoso surgiu, em 20 de outubro de 1913 a partir de uma cis√£o no comando do Boi Galante, passou a ter a denomina√ß√£o atual. Ocorre que, por diverg√™ncias, o antigo dono do Boi Galante, Em√≠dio Vieira, abandonou o comando do Boi que ficou a cargo dos irm√£os Cid. Vindos de Crato, Cear√°, os irm√£os Raimundo Cid, Pedro Cid e Felix Cid, chegaram em Parintins em busca de trabalho, e prometeram a S√£o Jo√£o Batista: caso conseguissem emprego, reverenciariam para sempre o Santo com um boi de pano, e assim o fizeram, denominando-o Caprichoso. O Boi Caprichoso √© conhecido como ‚Äúdiamante negro‚ÄĚ em raz√£o deste ser todo na cor preta ‚Äď e possui na testa uma estrela, mas as cores que predominam s√£o o azul e o branco.

BOI BUMB√Ā GARANTIDO


Conta-se que, em 1913, Lindolfo Monte Verde, quando tinha 13 anos de idade, época em que ainda se sentava ao colo de sua avó para ouvir as lendas do boi de pano maranhense que dançava nas noites de São João, criou, inspirado no que ouviu, o boi que era brincado originalmente por meninos.

Boi Bumb√° Garantido
Boi Bumb√° Garantido

Por mais de sete anos o quintal de sua resid√™ncia foi palco para a festa desse boi. Ap√≥ s muito esfor√ßo, Lindolfo conseguiu convencer sua m√£e, Alexandrina Monte Verde, a ajud√°-lo a fazer os primeiros chap√©us e camisas vermelhas para que seu boi pudesse se apresentar nas ruas da cidade. Mas, foi com 18 anos de idade que a brincadeira de quintal de Lindolfo Monte Verde tornou-se motivo de promessa, e transformou o Garantido em um Boi de promessa, devido ao fato de Lindolfo, em viagem ao Par√°, ter tido s√©rios problemas de sa√ļde e, por conta disso, ter feito promessa a S√£o Jo√£o Batista que, caso se curasse, faria seu Boi brincar durante toda sua vida. A gra√ßa foi alcan√ßada e Lindolfo cumpriu a promessa.

ITENS INDIVIDUAIS


Apresentador: √© o mestre de cerim√īnia no espet√°culo, condutor da festa, respons√°vel pela apresenta√ß√£o de todos os quesitos do boi na arena e tamb√©m pela anima√ß√£o da torcida.

Apresentador do Boi Caprichoso
Apresentador do Boi Caprichoso
Apresentador do Boi do Garantido
Apresentador do Boi Garantido

Levantador de Toadas: √© o cantor oficial do boi-bumb√°. Suas fun√ß√Ķes s√£o gravar o disco destinado ao Festival, participar dos ensaios e eventos mais importantes e atuar com int√©rprete durante todas as noites de apresenta√ß√Ķes.

Levantador de Toadas do Boi Caprichoso
Levantador de Toadas do Boi Caprichoso
Levantador de Toadas do Boi Garantido
Levantador de Toadas do Boi Garantido

Boi-Bumbá: é representado pela figura do boi, o personagem principal de cada bumba. Seu bailado é realizado por um indivíduo que se coloca embaixo da armação, intitulado tripa.

Boi-Bumb√°
Boi-Bumb√°

Amo do Boi: personagem origin√°rio do auto do boi e que representa o feitor da fazenda. No Festival o amo tira os versos dirigidos aos personagens mais importantes.

Amo do Boi Caprichoso
Amo do Boi Caprichoso
Amo do Boi Garantido
Amo do Boi Garantido

Porta-Estandarte: personagem feminina que se apresenta conduzindo o estandarte do boi. Sua fantasia inspirada em vestimentas que tipificam um vestuário considerado indígena.

Porta-Estandarte do Boi Caprichoso
Porta-Estandarte do Boi Caprichoso
Porta-Estandarte do Boi Garantido
Porta-Estandarte do Boi Garantido

Sinhazinha da Fazenda: personagem originária do auto do boi. Representa a filha do dono da fazenda. No festival ela se apresenta com um vestido longo e uma sombrinha na mão, denotando tratar-se de uma personagem de tradição portuguesa. Como parte de sua exibição na arena ela realiza a cena de dar o sal ao boi.

Sinhazinha da Fazenda do Boi Caprichoso
Sinhazinha da Fazenda do Boi Caprichoso
Sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido
Sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido

Rainha do Folclore: esta personagem aparece toda vez que o boi encena o quesito lenda amaz√īnica. Por isso, ela √© concebida como a personagem que representa os valores tradicionais da cultura regional, isto √©, o folclore. Sua fantasia caracteriza uma vestimenta ind√≠gena.

Rainha do Folclore do Boi Caprichoso
Rainha do Folclore do Boi Caprichoso
Rainha do Folclore do Boi Garantido
Rainha do Folclore do Boi Garantido

Cunh√£-Poranga: esta personagem tornou-se a mais importante nos √ļltimos anos, dentre todas que se apresentam no Festival. O papel da personagem no espet√°culo √© representar a beleza feminina do boi-bumb√°, manifestada no ideal da indianidade. Seu bailado √© sempre real√ßado durante as apresenta√ß√Ķ es e a fantasia caracteriza um vestu√°rio ind√≠gena, mais destacada do que as demais personagens femininas.

Cunh√£-Poranga do Boi Caprichoso
Cunh√£-Poranga do Boi Caprichoso
Cunh√£-Poranga do Boi Garantido
Cunh√£-Poranga do Boi Garantido

Pajé: representa a figura do xamã das sociedades indígenas. Tem sido um dos principais personagens do espetáculo, pois seu papel está ligado à encenação do quesito considerado mais importante da apresentação, denominado ritual. Ele desempenha o papel de um curandeiro ou líder espiritual. O bailado e a fantasia executados pelo personagem em cena são concebidos como característicos do xamã indígena.

Pajé do Boi Caprichoso
Pajé do Boi Caprichoso
Pajé do Boi Garantido
Pajé do Boi Garantido

Batucada ou Marujada: é o conjunto de ritmistas dos bois. No Garantido esse quesito é denominado de Batucada e no Caprichoso Marujada de Guerra. Cada conjunto é constituído por aproximadamente 450 a 600 componentes e os instrumentos de percussão principais são: surdo, caixinha, repinique, xeque-xeque e palminha (dois pedaços de madeiras fixados nas mãos).

Marujada do Boi Caprichoso
Marujada do Boi Caprichoso
Batucada do Boi Garantido
Batucada do Boi Garantido

Tribos indígenas: cada tribo é constituída por 30 a 50 brincantes vestidos com fantasias que tipificam um grupo indígena. As fantasias são concebidas a partir de um processo de identificação dos vestuários cerimoniais de determinados grupos indígenas.

Integrantes do Boi Garantido se apresentando durante o Festival de Parintins
Integrantes do Boi Garantido se apresentando durante o Festival de Parintins
Tribos Indígenas do Festival Folclórico de Parintins
Tribos Indígenas do Festival Folclórico de Parintins

Figura t√≠pica regional: nesse quesito apresentam-se personagens em que os bois tipificam o √≠ndio e o caboclo. A encena√ß√£o procura configurar essas categorias relacionando-as ao contexto amaz√īnico e a determinadas atividades, tais como: pesca, ca√ßa, agricultura, entre outras.

Figura típica regional
Figura típica regional
Figura típica regional
Figura típica regional

Vaqueirada: é um quesito da tradição do auto do boi no qual são apresentados pequenos cavalos feitos de tala e pano conduzindo uma lança com o símbolo do boi. São ao todo 40 vaqueiros que se apresentam bailando em círculo na arena.

Vaqueirada do Boi Caprichoso
Vaqueirada do Boi Caprichoso
Vaqueirada do Boi Garantido
Vaqueirada do Boi Garantido

ELABORADO POR:

Miguel Guerreiro / Anderson Vieira / Nat√°lia Cerdeira / Luiz Augusto / Bruna Reis

REFERÊNCIAS 

COTRIM, Gilberto. História e Consciência do Brasil. São Paulo: Saraiva 1996. pp. 246 a 247.

SOUZA, Jo√£o Jorge. Parintins: A Ilha do Folclore. Manaus: Grafitec, 1987. p. 17.

SAUNIER, Tonzinho. Parintins: Memória dos Acontecimentos Históricos. Manaus: Valer/ Governo do Estado do Amazonas, 2003. pp. 176 a 178.

BRAGA, Sérgio Ivan Gil.Os Bois Bumbás de Parintins . Rio de Janeiro: Funarte/ Editora Universidade do Amazonas, 2002. p.p. 13 a 14.

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