Home Notícias Manaus Sapo Cururu

Sapo Cururu

6 min - tempo de leitura
1,222

O nome “cururu” é originário da língua tupi, onde kuru’ru é a designação popular dada aos grandes sapos do gênero Rhinella. No Brasil, também é conhecido como sapo-jururu , xué-guaçu , xué-açu , aguá e sapo-gigante .

Sapo Cururu
Sapo Cururu

O sapo cururu também recebe outros nomes como sapo-boi ou cururu. Ele é um sapo nativo das Américas Central e do Sul.

É um animal fértil devido ao grande número de ovos postos pelas fêmeas. Seu sucesso reprodutivo deve-se também, em parte, à variedade de alimentos que podem constituir a sua dieta, incomum entre os anuros, e que tanto inclui materiais vivos como mortos. Em geral, os adultos atingem de 10 a 15 centímetros de comprimento. O maior exemplar da espécie de que se tem notícia media 38 centímetros do focinho à cloaca e pesava 2,65 quilogramas.

O sapo-cururu possui grandes glândulas de veneno. Tanto os adultos como os girinos são altamente tóxicos quando ingeridos. Por causa do apetite voraz, foi introduzido em várias regiões do Oceano Pacífico e dos arquipélagos caribenhos como método de controle biológico de pragas, nomeadamente na Austrália, em 1935. Em inglês é conhecido como Cane Toad e, em espanhol, como Sapo de Caña (“sapo-da-cana” em ambas as línguas) por ter sido comumente usado no controle de pragas da cana-de-açúcar. Atualmente, é considerado uma praga em muitas das regiões onde foi introduzido, pois sua pele tóxica mata muitos predadores nativos quando ingerido, além de afetar animais domésticos e de estimação que os comem.

Olha o tamanho desse porrudo!
Olha o tamanho desse porrudo!

Cultura popular
Ilustração de um cururu, na Historia Naturalis Brasiliae, de Guilherme Piso.

Há várias histórias sobre a periculosidade do sapo-cururu no Brasil, como as de que afirmam que pode esguichar veneno, podendo atingir os olhos e causar cegueira e até a morte, de que sua urina é tóxica e de que o contato do veneno com a pele pode provocar o aparecimento de verrugas. . Guilherme Piso, em 1648, já falava, na obra Historia Naturalis Brasiliae, sobre a periculosidade do cururu, “muito conhecido e que inficiona de qualquer modo: ou externamente, pela urina ou pela saliva, o que é muito pior, ingerindo-se-lhe o sangue e sobretudo o fel.” Essas crenças, entretanto, não têm embasamento científico.

Apesar da toxicidade do animal, só há intoxicação através do contato direto do veneno com mucosas ou ferimentos. Já que o sapo-cururu não conta com nenhum órgão capaz de inocular o veneno na vítima, só há o contato apertando-o de forma que as glândulas expilam o veneno. Há também histórias correntes no país de que sapos eram usados por feiticeiros para fabricar um pó que era misturado aos alimentos, causando a morte.

Ainda no Brasil há uma canção de ninar que fala deste animal e é bastante difundida em todo o país, estando presente em muitas obras infantis.40 Uma das variantes dessa canção (domínio público) diz:

Sapo-cururu,
da beira do rio
quando o sapo canta, menina
é porque tem frio.

Os Raimundos usam uma versão desta canção como introdução de Língua Presa, do álbum Só no Forévis.

Na Austrália, a introdução e migração do sapo-cururu se popularizaram com o documentário Cane toads: An Unnatural History (1988), que relata a história com um viés humorístico, tendo sido muitas vezes exibido em cursos de ciência ambiental. Don Spencer, um popular ator infantil, canta a canção Warts ‘n’ All, que foi usado no dumentário.

O sapo-cururu foi listado pela National Trust of Queensland como um ícone do estado de Queensland, junto com a Grande Barreira de Coral e ícones antigos, como o Royal Flying Doctor Service e a mangueira (uma espécie também introduzida).

Carregar Mais Matérias Relacionadas
Carregar Mais Por No Amazonas é Assim
Carregar Mais Em Manaus

Deixe uma resposta

Leia Também

Dona Rosa, mãe de David Almeida, morre aos 84 anos

Na tarde deste sábado (28), faleceu dona Rosa Almeida, aos 84 anos, mãe do candidato a pre…