Serafim Corrêa sugere a volta de segurança armada nas escolas

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O deputado Serafim Corrêa (PSB) defendeu a volta da segurança armada nas escolas, implantada durante sua gestão como prefeito de Manaus (2005-2008). Em seu discurso, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (31), o parlamentar mostrou profunda preocupação com os elevados índices de criminalidade que se espalham com a deficiência na segurança pública da capital e do Estado, e fez um apelo para que isso seja mudado.

Serafim Corrêa sugere a volta de segurança armada nas escolas / Foto Divulgação (Marcelo Araújo)
Serafim Corrêa sugere a volta de segurança armada nas escolas / Foto Divulgação (Marcelo Araújo)

“Quero manifestar a minha solidariedade aos professores e alunos sobre a falta de segurança nas escolas. Quando prefeito de Manaus, introduzi a segurança armada em cada uma delas. Quando saí da prefeitura, em 2008, meu sucessor retirou a segurança armada e a substituiu apenas pelas câmeras de vigilância e, a partir daí, foi desmontado todo um esquema. E, quase 10 anos depois, as escolas municipais e estaduais continuam equivocadas quando não mantém vigilância armada. O apelo que faço não é apenas ao governador interino, David Almeida, mas ao prefeito de Manaus, Arthur Neto, e ao vice, Marcos Rotta, para que revejam essa decisão. A prefeitura e o governo do Estado gastam milhões com esse monitoramento por câmeras, mas, a verdade é que isso se revela ineficaz”, apelou o deputado.

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Serafim também prestou solidariedade à família do soldado da Polícia Militar, Paulo Sérgio Portilho, de 34 anos, encontrado morto, ontem, com sinais de violência. Ele disse que o Estado vive um clima de barbárie e a segurança precisa ser urgentemente reforçada.

“É profundamente lamentável que um agente do Estado, que dedica sua vida à segurança da sociedade, seja morto por marginais com sintomas de crueldade. Tudo isso nos leva ao clima de barbárie, que são as consequências da guerra sem que estejamos em guerra. A quantidade de homicídios é grande todos os dias e a causa, na minha visão, está ligada ao tráfico de drogas. Quando a repressão melhorou e os esquemas foram desarticulados, isso provocou a falta de dinheiro nas redes de distribuição de drogas e essas redes então migraram para assaltos, e em plena luz do dia. Tudo isso é profundamente lamentável e precisa ser combatido”, finalizou.

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