SĂ­ria : Uma dor que nĂŁo parece ter fim

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Quase 250 civis, entre eles dezenas de crianças, morreram desde o Ășltimo domingo nos violentos bombardeios das forças do regime sĂ­rio contra o reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco, apesar dos pedidos da ONU para que se dĂȘ fim a “esse sofrimento sem sentido”.

Membros do Exército Livre da Síria apoiam curdos em Afrin / Reuters
Membros do Exército Livre da Síria apoiam curdos em Afrin / Reuters

O balanço da ofensiva, prĂ©via a um ataque terrestre contra esta regiĂŁo prĂłxima de Damasco, o Ășltimo reduto no paĂ­s dos opositores ao regime do presidente Bashar Al Asad, Ă© de 17 mortos no domingo, 127 na segunda-feira e 106 ontem, segundo o ObservatĂłrio SĂ­rio dos Direitos Humanos (OSDH). “Nenhuma palavra pode fazer justiça Ă s crianças assassinadas, a suas mĂŁes, a seus pais e a seus entes queridos”, declarou a UNICEF em um comunicado.

Por sua parte, a oposição sĂ­ria no exĂ­lio denunciou uma guerra de extermĂ­nio e o silĂȘncio total ante os crimes do regime Assad na guerra que começou hĂĄ quase sete anos. “A segunda-feira foi uma das piores da histĂłria da atual crise”, declarou um mĂ©dico da regiĂŁo, que se identificou como Abu Al Yusr. Horas antes, ONU pediu o fim imediato dos ataques contra civis na SĂ­ria depois dos bombardeios do regime contra o reduto rebelde perto de Damasco.

O ataque da Ășltima segunda-feira foi o mais violento registrado atĂ© o momento contra Guta Oriental, uma regiĂŁo rebelde prĂłxima de Damasco onde quase 400.000 pessoas vivem cercadas e em pĂ©ssimas condiçÔes. Os bombardeios intensos mataram pelo mais de 100 civis, segundo o OSDH. De acordo com o diretor da organização, Rami Abdel Rahman, este Ă© o maior balanço de vĂ­timas civis em apenas um dia nesta regiĂŁo desde o inĂ­cio de 2015. Os hospitais de vĂĄrias cidades da regiĂŁo estavam lotados e suas equipes sobrecarregadas.

Turquia perde 8 soldados na Síria / Divulgação
Turquia perde 8 soldados na Síria / Divulgação

Os ataques, que tambĂ©m deixaram 450 feridos, sĂŁo parte da ofensiva do regime para reforçar suas posiçÔes ao redor de Guta Oriental, o que permite prever uma iminente operação terrestre. Nas Ășltimas horas, os ataques aĂ©reos e de artilharia prosseguiam contra vĂĄrias cidades da regiĂŁo, cercada desde 2013 pelo regime e que sofre com a escassez de alimentos e outros produtos.

Os bombardeios contra civis “tĂȘm que parar imediatamente”, afirmou o coordenador da ONU para a Ajuda HumanitĂĄria na SĂ­ria, Panos Moumtzis. É imperativo pĂŽr fim imediatamente a este sofrimento humano”. (AFP)

 

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