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Veja as previsões dos especialistas sobre quando a pandemia deve vai acabar

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‘Quando isso vai acabar?’ Esta é a pergunta que todo mundo tem feito desde que o coronavírus se tornou uma problema de saúde global e deu início a uma crise sem precedentes nas economias de vários países. E que questão difícil de se responder. Os especialistas estão fazendo o possível para prever o fim da pandemia, mas com tantas variáveis em uma escala planetária, essa missão tem sido árdua e angustiante.

Foto: Divulgação

Os relatórios mais recentes contêm prognósticos conflitantes. Então, em quais devemos acreditar? Embora não seja possível determinar com certeza como ou quando a pandemia acabará, alguns especialistas estão estudando as possibilidades.

Vários relatórios previram o desenvolvimento e o impacto do coronavírus em todo o mundo. Por exemplo, pesquisadores do Imperial College London publicaram informações com base em um modelo que previa o provável reflexo das medidas de saúde pública.

Embora os relatórios iniciais tenham sido usados para calcular o impacto que a Covid-19 poderia ter no mundo e que precauções poderiam ser implementadas para minimizar danos, o fim da pandemia não pode ser previsto com precisão.

Segundo pesquisadores da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura, a pandemia terminará em dezembro. No entanto, a previsão não é aplicável em escala global, para todos os países. Por exemplo, os pesquisadores preveem que na Austrália a pandemia terminará em junho, mas não na Itália só deve acabar em outubro.

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Um modelo matemático conhecido como SIR (suscetível, infectado, recuperado) é usado para fazer o cálculo. A fórmula SIR é comumente usada para prever a propagação e recuperação de doenças.

A História nos diz que a evolução das pandemias não é totalmente aleatória. Há um ciclo: começa com um surto, atinge o pico e depois desaparece. O que acontece é que esses três estágios variam, dependendo de vários fatores, incluindo medidas governamentais e ações individuais.

Os pesquisadores usaram dados da Covid-19 compilados por uma organização de pesquisa chamada Our World in Data. O conjunto de dados é atualizado diariamente e contém informações sobre casos e mortes confirmados, fornecidos pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

É assim que a aceleração, o ponto de virada e o fim estimado da pandemia são calculados. Os pesquisadores alertaram, no entanto, que a complexidade e a natureza dinâmica da Covid-19 tornam mais difícil confiar nos dados e no modelo. A precisão depende da qualidade dos dados e, segundo os pesquisadores, a confiabilidade destas informações é um problema.

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Isso ocorre porque os dados são divulgados de maneira diferente por vários países. O gráfico também não leva em consideração os resultados de medidas tomadas pelos governos (por exemplo, efeitos dos lockdowns, distanciamento social etc.).

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Um relatório do Centro de Pesquisa e Política para Doenças Infecciosas (CIDRAP) dos EUA diz o contrário. O relatório da CIDRAP estima que a pandemia pode durar mais 18 meses a dois anos. É quando cerca de 60% a 70% da população terá sido infectada.

Sendo um novo vírus, ainda não adquirimos imunidade a ele. ‘A duração da pandemia provavelmente será de 18 a 24 meses, à medida que a imunidade em massa se desenvolve gradualmente na população humana’, apontam os pesquisadores.

Mike Osterholm, do Centro de Pesquisa e Política para Doenças Infecciosas, e Marc Lipsitch, epidemiologista da Escola de Saúde Pública de Harvard, preveem os possíveis cenários a seguir. A primeira onda da pandemia é seguida por várias ondas menores durante o verão (inverno no Brasil) e depois diminui gradualmente até 2021.

A primeira onda da pandemia é seguida por uma onda maior no outono ou inverno (primavera ou verão no Brasil) e subsequentes ondas menores em 2021.

Uma taxa de transmissão contínua lenta e constante. Segundo Lipsitch e Osterholm, esse cenário ‘provavelmente não exigiria a reintrodução de medidas de mitigação, embora casos e mortes continuem ocorrendo’.

De fato, esses prognósticos são previsões e é provável que mais relatórios sejam divulgados com novos informações. Tal como está, ninguém é capaz de determinar uma data definitiva para o final da pandemia do Covid-19.

 

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