Vereador Chico Preto questiona as promessas do Prefeito de Manaus desde seu primeiro mandato

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Em razão do discurso vago por parte do Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizado no dia 06 de fevereiro, o vereador Marco Antônio “Chico Preto” (PMN) questionou na tribuna desta segunda-feira (19), posicionamento da execução de trabalhos que constam na versão impressa da mensagem do Chefe do poder executivo municipal.

No início das atividades parlamentares no Executivo Municipal deste ano, o Prefeito falou em discurso sobre o interesse pelo cargo de Presidente do Brasil, mas pouco enfatizou quanto aos trabalhos que dará continuidade ou cumprimento. Exemplo disso o Chico Preto citou alguns projetos como ‘Remédio em casa’, ‘Terminal 6’, ‘Acesso dos cadeirantes da Ponta Negra’ e duas construções de unidades básicas de saúde. “O discurso do Prefeito da cidade foi totalmente político, partidário e eleitoral, esquecendo de Manaus e seus desafios, sendo que a realidade continua enfrentando problemas de buracos.”, disse o parlamentar.

Ressaltou com veracidade que tem visto espalhados por várias ruas e avenidas da cidade, uma espécie de manifestação popular com plantas de bananeiras. “Eu prefeito acreditar que é o humor da população a plantar bananeiras, do que propriamente seja um incentivo da Prefeitura de Manaus para o setor primário do Estado Amazonas. Criar buracos para que o povo plante bananeiras e venda bananas.”, diz Chico Preto.

Ainda no discurso do parlamentar municipal, relembrou do ‘Parque da Ponta Branca’, uma das promessas feitas na primeira campanha do Chefe do Executivo. No projeto da Prefeitura está como um complexo de lazer com praia, museu e mirante, localizado na Zona Leste, perto do encontro das águas.

De acordo com notícias divulgadas em 2015 sobre o andamento do futuro complexo de lazer urbano a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS), disse em entrevista na época que o projeto teve sua pré-aprovado pela Confederação Andina de Fomento (CAF), e que aguardariam a liberação do recurso financeiro feito pelo Governo Federal. Ainda hoje não sabe-se como está o movimento deste plano.

Chico enfatizou no parlamento quanto ao Parque que, foi transferido para o segundo mandato do Arthur Virgílio, reafirmado em 2017 e não foi citado em discurso este ano. “A Câmara não é o plenário do PSDB, que o Prefeito vem aqui falar da sua caminhada rumo à presidência. A Câmara, é um local que o Prefeito preste contas daquilo que foi dito em 2017, que não foi honrado e como será honrado em 2018.”, finaliza o vereador.

O parlamentar aguarda mais ação e transparência da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), menos palavras, propaganda e publicidade. Deseja ver maior realização e atenção de promessas que envolvem saúde, educação e infraestrutura.

Vereador Chico Preto / Foto : Alcides Netto
Vereador Chico Preto / Foto : Alcides Netto

Abaixo apenas para informação complementar:

Segue abaixo os apontamentos acerca da Mensagem apresentada pelo prefeito em 2017 e uma comparação com a Mensagem apresentada em 2018:

1 – A Mensagem da Prefeitura foi oportunizada em sua integralidade para todos os vereadores. A base do Prefeito, entretanto, parece ter ignorado esse documento. No início do ano de 2017, foram estabelecidas várias metas, ações que seriam realizadas no decorrer daquele ano. Essas metas basearam parte da atuação da oposição, que exigiu seu cumprimento. Mas foi surpreendente notar, na Mensagem de 2018, que o Prefeito parece ter esquecido o que ele mesmo produziu no ano anterior em sua Mensagem;

2 – Na área da Saúde, há de se reconhecer o cumprimento de duas metas: a implantação da vacinação de HPV e a entrega de duas UBS reformadas, as unidades João Nogueira e Almir Pedreira. Mas as quatro outras metas estabelecidas em 2017 sequer são mencionadas na Mensagem desse ano: não se falou na implantação das duas Unidades Móveis Fluviais “Rio Negro” e “Rio Amazonas”, muito menos nas duas novas Unidades Básicas de Saúde e na “Clínica da Família”, todas prometidas para ano passado; Não há, na Mensagem de 2018, nenhuma menção ao projeto “Remédio em Casa”, que, também prometido para 2017, iria alcançar 10 mil pessoas;

3 – Na área da Educação, infelizmente, não foram apresentadas metas para 2017 na Mensagem do ano anterior. Na mensagem desse ano, verificamos a menção a apenas duas atitudes da Prefeitura: a distribuição de 12 toneladas de alimento, e a aquisição de oito novas lanchas para o programa “Caminho da Escola”. As demais ações executadas em 2017, e mencionadas na Mensagem desse ano, não são mérito da Prefeitura. Três delas são parcerias com a iniciativa privada – Implantação do “Aulão Digital” em 140 escolas, em parceria com a Fundação Vivo; Implantação, em parceria com a Fundação Lemann, da plataforma Khan Academy para ensino de matemática em 64 escolas; Implantação do ensino de Educação Financeira em 20 escolas, em parceria com a MetLife Foundation – e as demais páginas da seção que trata da Educação na Mensagem de 2018 cobre os prêmios recebidos por alunos e professores. O que ficou de legado para 2018, em que pese o bom trabalho dos professores, foi a falta de transparência no uso do FUNDEB, as controversas envolvendo o pagamento de merendeiras, e o desrespeito à data-base do ano passado, com o reajuste salarial se dando somente nesse ano;

4 – Na área da Infraestrutura, o número de promessas não cumpridas em 2017 assusta. E mais assustador ainda é o fato de que muitas das metas estabelecidas no ano passado sequer são mencionadas na Mensagem desse ano. Segundo a mensagem do ano passado, já teriam seus projetos prontos, diversas obras, cuja execução deveria ter começado ano passado: reforma do Pavilhão Universal, do Hotel Cassina, do entorno do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, construção do Mercado de Artesanato da Ponta Negra, do acesso de cadeirantes para área da praia da Ponta Negra, do Terminal T6. Nenhuma dessas metas se tornou realidade. Espanta ver que a adequação do sistema de drenagem do parque Lagoa Senador Arthur Virgílio Filho, no Japiim, estabelecida como meta em 2017, não apenas não foi cumprida, como sequer foi mencionada na mensagem desse ano, como se ignorar uma promessa fizesse com que esta fosse esquecida.

5 – Ainda na área de Infraestrutura, a respeito especificamente do transporte público, duas metas prometidas para 2017, e não cumpridas, representam um grande problema para 2018: não foi implantado o prometido BRT, muito menos ocorreu a retirada de ônibus do transporte coletivo da faixa da direita para a faixa azul (no lado esquerdo da via), onde funciona o corredor preferencial do transporte coletivo nas avenidas Constantino Nery e Torquato Tapajós, mediante a renovação da frota de transporte coletivo com ônibus que possuam porta do lado esquerda. Não houve renovação da frota. E o programa “Acessibilidade Mil”, que prometia ainda para 2017 uma melhoria no atendimento e qualidade de vida das pessoas com deficiência no sistema do transporte urbano, sequer é mencionado em 2018. A licitação dos serviços de transporte Alternativo, Executivo e de Táxi, com a inclusão de 30 táxis adaptados para as pessoas com deficiência, prometida para 2017, também não ocorreu, e é apresentada novamente como meta para esse ano. A licitação para construção de 200 novos abrigos de ônibus também não foi realizada em 2017.

6 – Muitas das promessas feitas em 2017 se repetem esse ano. E uma delas vem se repetindo há anos: a construção do Parque Ponta Branca, que deveria ter ocorrido em 2017, segue novamente apenas como “meta” para 2018, mostrando como o prefeitura ignora a população da Zona Leste.

Vereador Chico Preto / Foto : Alcides Netto
Vereador Chico Preto / Foto : Alcides Netto

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