Vigilantes de iniciativa privada que atuam no Amazonas entram em greve nesta quinta-feira, agências fecham no Centro

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Um grupo de vigilantes de iniciativa privada que atuam no estado, iniciaram na manhã desta quinta-feira (14) uma greve por tempo indeterminado. Eles se reuniram na Praça Heliodoro Balbi, também conhecida como Praça da Polícia, no Centro, em uma manifestação, revindicando 6% de reajuste salarial, diminuição de desconto no vale-transporte, ticket-alimentação e que os vigilantes de bancos tenham aumento de 10% no salário. Até o momento, de acordo com o sindicato dos bancários, ao menos três agências no Centro foram fechadas, por não poderem funcionarem sem a equipe de vigilância.

O grupo deve permanecer na Praça da Polícia durante toda quinta-feira (14) / Foto: Jair Araújo/ACrítica
O grupo deve permanecer na Praça da Polícia durante toda quinta-feira (14) / Foto: Jair Araújo/ACrítica

De acordo com o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindevam), Valderli Bernardo, cerca de dez mil vigilantes atuam em Manaus. Com o impasse de negociação entre representantes de empresas de segurança e a categoria, os vigilantes decidiram dar início à greve. “Nós não conseguimos chegar a um consenso sobre o nosso reajuste. Nós queremos 6%, mas eles ofereceram 3,43%. Queremos que reduza o desconto do nosso vale transporte de 6% para 3%, e querem permanecer nos 6%. Aumento do ticket de alimentação de R$ 20 para R$ 23, e eles querem dar R$ 21. São diversas reivindicações que os patrões não concordam”, disse.

O diretor do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), João Waldir, disse que três agências bancárias foram fechadas até às 10h30. Duas delas ficam localizadas na rua Doutor Moreira e outra na José Paranaguá, Centro. Ele informou que o Sindicato dos Bancários acompanha a movimentação. “Vamos continuar acompanhando e orientando os bancários se os vigilantes saírem do serviço. O que não dá é ficar sem segurança nas agências”, disse o diretor.

Segurança na cidade
Os Delegados de Polícia Civil e Policiais Militares também estiveram presentes na Praça da Polícia, durante a manifestação. Segundo o delegado George Gomes, Diretor de Polícia Metropolitana, os policiais devem atuar na segurança, devido à paralisação da categoria. “Nós reforçamos o policiamento, tanto Polícia Civil, quanto Militar. A medida foi determinada pelo Secretário de Segurança, Delegado Geral e Comandante Geral da Polícia Militar, no sentido de fortalecer o sistema de segurança devido a greve dos vigilantes de iniciativa privada. Para evitar que ocorram crimes em lojas, bancos e loterias que dependem da segurança privada, estamos a postos para impedir que aconteça”, informou o delegado

*Com informações do Amazonas Sem Censura e Portal A Crítica

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